MEU FILHO TEM ESTRABISMO: O QUE EU FAÇO?

Diagnóstico e tratamento devem ser realizados o quanto antes para não evoluir para problemas mais sérios

Se você nota um certo desalinhamento no olhar do seu filho, com os olhinhos apontando para direções diferentes, é provável que ele tenha estrabismo. Popularmente chamado de vesgueira, o estrabismo que afeta as crianças e pode ser causado por algum problema durante o desenvolvimento dos sistemas ocular e cerebral ou por fatores hereditários. O desvio dos olhos pode ser muito grande, causando prejuízos estéticos notáveis ou ainda pode ser imperceptível, mas mesmo assim causando os mesmos problemas de visão.

Até o quarto mês de vida, um pequeno desvio no olhar do bebê pode ser considerado normal, uma vez que ele ainda não coordena muito bem a movimentação dos olhos. No entanto, se o desvio persistir, o melhor a fazer é levá-lo a um oftalmologista para exames mais aprofundados.

A médica oftalmologista do Horp, Karina Shimizu, especialista em oftalmopediatria, explica que quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico e o tratamento do estrabismo, melhores serão os resultados. “Quando não é tratado, o estrabismo pode evoluir para amblippia. Além disso, há também a questão estética, que pode causar sofrimentos emocionais na criança”, alerta a especialista.

Segundo a médica, uma opção de tratamento para o estrabismo nos bebês é a colocação de um tapa-olhos no olho saudável. Isso obriga o cérebro a utilizar apenas o olho que está desalinhado, desenvolvendo os músculos daquele lado. “O tapa-olhos só pode ser retirado à noite para o bebê dormir mais confortável”, explica.

No entanto, a médica ressalta que quando o estrabismo se mantém mesmo após o uso de tampão, óculos de correção, exercícios oculares ou um procedimento cirúrgico pode ser necessário para o alinhamento dos olhos. “Os casos devem ser analisados individualmente. O oftalmologista é o único profissional especializado para indicar qual o melhor processo a ser seguido”, finaliza Karina.