GLAUCOMA AFETA UM MILHÃO DE BRASILEIROS

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo

Silencioso, crônico e a maior causa de cegueira irreversível, o Glaucoma é uma doença que afeta o nervo ótico e atinge em torno de um milhão de pessoas no Brasil. Como existem diversos tipos de Glaucoma e muitos deles, geralmente, são descobertos na fase mais avançada, a médica oftalmologista Silmara Merino Loes, especialista em Glaucoma no Horp, explica que vários fatores levam ao desenvolvimento da doença. Confira esse bate-papo sobre o tema:

O que é o Glaucoma?

O Glaucoma é uma lesão no nervo ótico que tem como principal fator o aumento da pressão intraocular. Como não tem cura, é necessário diagnóstico e tratamento imediatos para controlar a doença. A única forma de conter a progressão e evitar a cegueira é manter um tratamento adequado por toda a vida.

Existe algum sintoma facilmente perceptível?

Não há sintomas. Como o Glaucoma se instala de modo lento e silencioso, os pacientes não têm percepção da doença, pois, muitas vezes, percebem detalhes como um pássaro, mas não visualizam a árvore, por exemplo. Para os familiares é difícil compreender como o paciente é capaz de ver uma agulha e, ao mesmo tempo, está sempre esbarrando e tropeçando nos móveis. Por isso, o quanto antes o tratamento for iniciado, melhores as chances de controle do Glaucoma.

Como é realizado o tratamento?

O tratamento é feito por meio de colírios, laser ou cirurgia. No caso dos colírios, já existem associações de medicamentos que minimizam os efeitos colaterais. Quando há sensibilidade ao colírio, o uso de laser apresenta bons resultados. Em casos mais graves, é possível realizar cirurgias utilizando o tecido do próprio paciente ou por meio de implantes artificiais cada vez menores.

Quais fatores podem contribuir para o Glaucoma?

Normalmente, a genética é o fator preponderante. Devido à predisposição genética, indivíduos negros, asiáticos e pessoas com histórico familiar de Glaucoma possuem maior propensão de desenvolver essa doença. Outros grupos que podem se tornar glaucomatosos são diabéticos, míopes e quem possui pressão ocular alta.

Como evitar a evolução da doença?

Para evitar os casos graves, é necessário realizar exames periódicos. Quem pertence aos grupos de risco necessita, pelo menos uma ou duas vezes ao ano, fazer exames com seu oftalmologista. Quem já foi diagnosticado com Glaucoma, deve seguir o tratamento à risca.

Quais exames ajudam a diagnosticar o Glaucoma?

Os principais exames para diagnosticar o Glaucoma são: Tonometria, Gonioscopia, Funcoscopia, Campimetria Visual, Tomografia do Nervo Ótico.