DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE É A PRINCIPAL CAUSA DE CEGUEIRA EM PESSOAS COM MAIS DE 50 ANOS

Sociedade Brasileira de Oftalmologia estima que 10% da população é afetada com a doença

Algumas doenças oculares quando não tratadas adequadamente, ou em casos de o diagnóstico não ser realizado de forma antecipada, podem levar à cegueira. Um exemplo disso é a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), uma doença que atinge o fundo do olho e a área central da retina, resultando em uma visão embaçada.

De acordo com o Ministério da Saúde, a DMRI é a principal causa de cegueira irreversível em pessoas com mais de 50 anos, ou seja, quando diagnosticada em estágio avançado diminuem as possibilidades de a visão voltar ao normal.

O oftalmologista do Horp e especialista em retina, Guilherme Favaron, afirma que as pessoas precisam ficar atentas aos sintomas e consultarem um médico caso percebam alguma alteração nos olhos. “Na fase da melhor idade, é necessário ligar um sinal de alerta e procurar um oftalmologista caso esteja precisando de mais luz durante a leitura; visão embaçada, principalmente, na parte central do olho; e distorção da vista, onde as linhas ficam tortas ou onduladas”, explica.

Foi exatamente isso que a aposentada Luzia Conceição de Souza, de 75 anos, fez há 10 anos. Ela conta que procurou um oftalmologista ao perceber que a visão estava distorcida. “No começo dá um desespero na gente porque a minha vista estava muito embaçada, mas depois que eu comecei o tratamento foi excelente. Hoje já estou enxergando sem os óculos e a visão está normal”, diz.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia estima que esse tipo de degeneração macular afeta cerca de 10% da população idosa. O médico do Horp destaca ainda que as causas da doença podem estar ligadas a registros na família ou hábitos de vida. “As pessoas estão vivendo mais tempo e, assim, temos percebido que os casos de DMRI têm aumentado. Entre os fatores de risco estão: histórico familiar, tabagismo, obesidade, dieta rica em gorduras, doença cardiovascular e pressão arterial e exposição prolongada ao sol durante a vida sem o uso de óculos de sol”, diz o oftalmologista.

O diagnóstico da DMRI pode ser realizado por meio de exames clínicos ou, até mesmo, com o uso de equipamentos específicos. Porém, existem duas formas da doença, sendo a degeneração macular seca, que corresponde a 90% dos casos, e a úmida.  Dessa forma, são utilizados diferentes tipos de tratamento para controlar a degeneração.

“No caso da forma seca, é indicado controlar os fatores de risco, como parar o tabagismo, controlar as doenças cardiovasculares, perder peso e manter uma dieta rica em vegetais, frutas e alimentos com ômega 3. Já pacientes diagnosticados com a forma úmida, é feito um tratamento com medicamentos que impedem a formação de novos vasos sanguíneos, diminuindo a vista embaçada ou manchas escuras no centro da visão”, finaliza Guilherme Favaron.