É necessário consultar um oftalmologista antes de usar colírios
Quando o olho fica vermelho, logo vem a primeira suspeita: olho vermelho é sintoma de conjuntivite. Nem sempre é assim. O aumento da pressão ocular, a síndrome do olho seco, a uveíte, as úlceras de córnea, a blefarite, a hemorragia subconjuntival e o pterígio são fatores que também podem deixar o olho vermelho.
Emerson Alves, oftalmologista do Horp, explica que, como os sintomas podem ser muito parecidos, a melhor forma de diferenciar uma doença da outra é realizar o exame de lâmpada de fenda no consultório oftalmológico. “Uma recomendação que sempre faço é: não se automedique. Utilize apenas as medidas de higiene até ser avaliado pelo médico”, recomenda o doutor.
E como nem todo olho vermelho é sintoma de conjuntivite, separamos alguns tópicos das principais doenças que se confundem facilmente com a inflamação da conjuntiva.
Aumento da pressão ocular: para causar olho vermelho, a pressão precisa estar bem alta, associada com dor (glaucoma agudo);
Síndrome do olho seco: nesse caso, o olho tem um déficit na lubrificação no qual aumenta o atrito das pálpebras, causando vermelhidão e sensação de corpo estranho;
Uveite: uma inflamação nas estruturas internas do olho, como íris e retina, podendo também causar dor, vermelhidão e baixa visão;
Úlceras de córnea: são lesões na córnea muitas vezes infecciosas (bactéria, fungo, herpes) associado com vermelhidão, dor e fotofobia;
Blefarite: uma inflamação nas pálpebras, causando coceira, irritação e ardência;
Hemorragia subconjuntival: está muito associado à hipertensão arterial;
Pterígio: é popularmente conhecido como carne crescida no olho.
E tenha sempre em mente: se o sintoma de olho vermelho não melhorar, procure um oftalmologista, pois para cada um desses casos existe um tratamento adequado.

